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A pandemia do coronavírus e a economia global

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David de Andrade Rocha (*)

O coronavírus hoje é considerado uma pandemia e sendo assim diversos países passaram a tomar medidas para tentar impedir esse avanço. Junto a essas medidas temos o medo das pessoas, que ainda por contarem com uma baixa quantidade de informações sobre essa nova ameaça a saúde, estão desesperadas e sem norte. E isso é mostrado claramente pelos Circuit Breaks da B3, pois é a primeira vez que a ferramenta é utilizada cinco vezes em um único ano, quiçá em uma única semana. 

É notório que a pandemia vem se espalhando de maneira cada vez mais veloz e já até se mostrou em Sergipe, com cinco casos até agora. Isso tem gerado diversos prejuízos no mundo, principalmente, de forma financeira, onde já se fala de uma possível paralisação da economia global. 

De início pode parecer desespero puro e simples, mas não é só isso. Não conseguimos precificar, de maneira correta, todo o prejuízo causado aos países e estados nesse tempo, e que ainda pode causar se as medidas eficazes contra esse vírus demorarem. 

Como resposta podemos ver as medidas que o  Federal Reserve, o Banco Central americano, tomou desde a semana passada para tentar conter esse vírus, com uma emissão de trilhões de dólares e ainda baixando a taxa de juros norte americana em 1% de forma extraordinária. Mesmo com essas medidas de ajuda internacional, vemos no Brasil o dólar subindo e a bolsa derretendo. 

Isso pode ser consequência da falta de confiança que as pessoas estão tendo ao ver a economia tão alavancada, e remete um pouco a crise do subprime e gera desconforto. Mas essas medidas ainda podem ser úteis se fizerem com que exista consumo e evite uma pausa generalizada da economia como um todo. 

Por fim, sobre investimentos temos duas coisas a observar:  o medo tem feito as bolsas caírem e o juros subirem. Isso é muito bom para aqueles que vieram da renda fixa pensando em lucrar. Nesse momento os juros futuros estão a níveis de 2018, o que pode fazer com que as pessoas tenham um retorno satisfatório com a renda fixa no longo prazo. 

Já para os que insistem em ações e estão  preocupados com as quedas, pensem qual é a estratégia que vocês estão seguindo.  Se for uma estratégia de valor que ajuda a escolher empresas anti frágeis e que irão muito provavelmente sair mais fortes dessa crise (sim já podemos chamar de crise) não tem com o que se preocupar. 

Mas se você quer saber qual o verdadeiro porto seguro nessa crise, sem dúvida, é o estudo. Sim, estude sobre os investimentos e sobre finanças pessoais para que você conheça como investir, independente do momento em que está a economia, e possa dormir tranquilo à noite. 

Um abraço e bons investimentos.

(*) David Rocha escreve semanalmente, às terças-feiras. Ele é assessor de investimentos e educador financeiro, que vive o mercado diariamente, desde 2011, e autor do livro Tesouro Direto – Um Caminho para a liberdade financeira de 2016.

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