Negócios

Aease promove oficina sobre o resíduo do coco

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A Associação de Engenheiros Agrônomos de Sergipe (Aease) está realizando hoje, até as 17 horas, a oficina “Resíduo do Coco – de problema ambiental a oportunidade de negócios”. O objetivo é mostrar quais são as alternativas para a casca do coco, pois normalmente é descartada e leva 10 anos para se decompor na natureza.

O coco é o fruto mais consumido nas praias, mas as pessoas só aproveitam a água e a polpa, deixando de lado as cascas que representam 80% do seu peso total. E essa casca é descartada, incorretamente, nas praias, aterros sanitários, enfim, em qualquer lugar.

No evento de hoje estarão expostos produtos derivados do coco como alimentos, substratos, fibras e artesanatos. Haverá palestras sobre Coleta e Destino do Resíduo do Coco; Política Estadual de Resíduo Sólido; Alternativas para Utilização do Resíduo; Resíduo do Coco Lixo ou Matéria Prima; Proposta de Projeto de Legislação Estadual para Regulamentação dos Aproveitamentos Sustentável do Resíduo do Coco, entre outros.

Também será feita a validação de uma Proposta de Projeto de Lei regulamentando o aproveitamento do resíduo do coco.

Conheça alguns dados da produção de coco no Brasil:

1) Segundo um estudo da Euromonitor de 2016, o mercado brasileiro de água de coco deve ter uma expansão anual média, em volume, de 9,2% até 2020, tomando parte do mercado de refrigerantes;

2) O Brasil é o quarto maior produtor mundial de coco, atrás de Indonésia, Filipinas e Índia, mas é o maior de coco verde, do qual é extraída a água de coco;

3) A Bahia é o estado campeão nacional na produção de coco, com a colheita de 500 milhões de frutos/ano.

Tecnologia

No entanto, uma tecnologia está sendo desenvolvida com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para aproveitar a casca de coco na produção de colchões, palmilhas e fibras vegetais. As cascas são trituradas por máquinas feitas especialmente para essa finalidade e depois prensadas, para perderem a umidade.

Em seguida, outra máquina separa o pó e a fibra. Assim, além dos usos ditos anteriormente, as fibras também podem ser utilizadas na fabricação de vasos parecidos com os de xaxim, e material de jardinagem, como peças de artesanato, coberturas para proteção do solo e substrato para a agricultura, além de estofados de veículos.

Além de dar um fim às cascas de coco, essa tecnologia vai ajudar a diminuir o lixo nas praias. Isso porque o resíduo em questão e as polpas representam de 70% a 80% do lixo das praias do nordeste, de acordo com a mesma pesquisa. O título do estudo é “Aproveitamento das cascas de coco verde para produção de briquete em Salvador” e também aponta que os resíduos do coco são úteis para produção de briquetes, que podem ser matéria-prima para a produção de energia, emitindo muito menos gás carbônico do que as formas tradicionais de geração.

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Antonio Carlos Garcia

Editor do Portal Só Sergipe

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