Ilustração: Rildo Bezerra
Na véspera de um ano eleitoral, não é de se estranhar que aqueles que desejam um mandato comecem a aparecer na mídia com frases de efeito para chamar a atenção. O ex-deputado federal Mendonça Prado entrou nessa fase e, em apenas uma semana, sua metralhadora disparou para todos os lados. O primeiro alvo foi o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, que, no entendimento de Mendonça, não lhe deu a devida atenção quando a Justiça, em abril passado, o afastou do comando da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb). O segundo alvo foi o delegado da Polícia Civil, Alessandro Vieira.
O questionamento que se faz a respeito destes dois episódios é o seguinte: será que interessa ao eleitor saber que Mendonça acha que o prefeito Edvaldo Nogueira, “como homem, não chega à sola do sapato” dele? E se o povo preferir que Edvaldo ande descalço? Por que o eleitor se incomodaria em tomar partido nessa contenda entre Mendonça e Alessandro Vieira?
Na verdade, o eleitor quer mesmo é que Edvaldo cumpra o papel para o qual foi eleito pela maioria e não deixe Aracaju cheia de buracos parecendo uma tábua de pirulitos e não onere ainda mais a população com valores escorchantes do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Se ele fizer o óbvio, já será de bom tamanho e o povo ficará satisfeito.
Quanto a Mendonça Prado, o povo quer saber se ele tem alguma participação ilícita nessa tramoia investigada pela Polícia Civil que culminou com a Operação Babel e seu afastamento do cargo de dirigente da Emsurb. Que lhe seja dado amplo direito de defesa, como manda a lei e que, no momento certo, seja dada toda publicidade quando da conclusão do processo, mostrando quem são os culpados e inocentes em mais um caso vergonhoso envolvendo empresários e entes públicos.
O contribuinte quer é que o delegado da Polícia Civil, Alessandro Vieira, muito bem pago com o nosso dinheiro (como o é também o prefeito Edvaldo Nogueira), honre a profissão que escolheu e, observando estritamente os limites da lei, peça a prisão de quem quer esteja, comprovadamente, envolvido em falcatruas. Que isso valha para todos os operadores de segurança pública que, em sua maioria, dignificam a classe.
O resto são firulas eleitorais para os sensacionalistas de plantão.
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