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Indústria da construção civil em Sergipe continua em dificuldade, diz pesquisa

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O setor da indústria da construção civil em Sergipe continua apresentando dificuldades. No entanto, o índice de confiança do empresário industrial (ICEI) no mês de setembro, revela que continua acima da média histórica, mesmo tendo reduzido 3,2 pontos no comparativo com agosto, fechando em 58,6 pontos. Estes números são da Sondagem Indústria da Construção, cujo estudo é feito pela Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES).

No estudo da construção civil, houve recuo em diversos indicadores, com exceção do nível de atividade que aumentou 1,6 ponto e resultou em 34,6 pontos. Em relação aos resultados dos indicadores de evolução, o nível de atividade, registrou queda de 7,8 pontos na passagem de julho para agosto, fechando 41,3 pontos. No comparativo com o mesmo mês do ano anterior, o índice retrocedeu 6,9 pontos.

Já o indicador de evolução do número de empregados diminuiu 0,7 ponto, sendo o segundo mês consecutivo de queda nesse indicador, ficando com 42,2 pontos. Ao se distanciarem da linha divisória de 50,0 pontos, os indicadores apontam que o nível de atividade e o número de empregados da indústria da construção tiveram queda em agosto.

A Utilização da Capacidade de Operação (UCO), que mede o volume de recursos, mão de obra e maquinário usados pelas empresas, pouco mudou nos últimos três meses. Esse indicador vinha crescendo gradualmente, apresentando variação mensal de 1 ponto percentual (p.p.) desde junho de 2019, chegando a 61% em julho último e mantendo esse nível em agosto. Já em relação a agosto de 2018, houve queda de 9,0 p.p. Apesar de se mostrar estável, o indicador segue abaixo da média histórica, de 69,6%.

Embora os indicadores de expectativas tenham apresentado queda no comparativo com o mês anterior, mostraram perspectivas para os próximos seis meses que traduzem estabilidade, exceto a intenção de investimento, que ficou abaixo da margem dos 50 pontos. Os indicadores de nível de atividade, compras de insumos e matérias-primas e número de empregados ficaram exatamente na margem dos 50,0 pontos, após queda de 5,7 pontos, 3,3 pontos e 5,7 pontos, respectivamente.

Já o indicador de novos empreendimentos e serviços, apesar da redução de 4,2 pontos, permanece acima da margem dos 50 pontos, com 53,8 pontos. Apesar do recuo, os indicadores de expectativa de compras de insumos e matérias primas, novos empreendimentos e número de empregados foram maiores que seus níveis registados em agosto de 2018.

O índice de intenção de investimento (compras de maquinário, pesquisa e desenvolvimento e inovação de produto ou processo) diminuiu 7,1 pontos em agosto, atingindo 41,1 pontos, situando-se 3,4 pontos acima da média histórica do indicador.

Brasil

Na comparação regional e nacional, os indicadores relacionados à produção – nível de atividade e número de empregados – apresentaram resultados abaixo da linha divisória dos 50,0 pontos. No indicador nível de atividade comparado ao mês anterior (41,3 pontos), Sergipe obteve menor resultado frente ao Brasil e ao Nordeste, onde foram atribuídos 49,2 pontos e 45,6 pontos, respectivamente.

O indicador de número de empregados apresentou a mesma situação, em que Sergipe registrou 42,2 pontos, enquanto o Brasil e o Nordeste assinalaram 47,9 pontos e 44 pontos, nessa sequência. Em termos da UCO, Sergipe apresentou maior percentual, assinalando 61%, contra 58% do Brasil e 59% do Nordeste. Dentre os indicadores de expectativas o destaque para Sergipe deu-se nos itens novos empreendimentos e serviços. Para esse indicador, Sergipe registrou 53,8 pontos, ante os 53 pontos do Brasil e 52,7 pontos do Nordeste.

Nos demais indicadores de expectativas, Sergipe assinalou os menores valores dentre os agregados, porém, todos na margem ou acima. Referente à intenção de investimentos para os próximos seis meses, Sergipe, com 41,2 pontos, apontou menor pessimismo frente às demais regiões analisadas: o Nordeste alcançou 37,7 pontos e o Brasil 37,2 pontos

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Antônio Carlos Garcia

CEO do Só Sergipe

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