Cultura

Lançamento triplo reforça poder da literatura sergipana

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Três obras literárias distintas, três autores sergipanos com três gêneros completamente diferentes. Esse cenário resultará num lançamento coletivo dos livros ‘O segredo das sete águas’, de Jorge Lins; ‘Mergulho’, de Luiz Eduardo Oliveira; e ‘Cleomar Brandi, a vida inteira’, de Gilson Sousa. O evento acontecerá nessa quinta-feira, dia 30, a partir das 18 horas, no Next Lounge, localizado na rua Alferes José Pedro de Brito, 1170, bairro Farolândia, Aracaju. Na ocasião, os três autores estarão autografando os livros adquiridos pelo público.

‘O segredo das sete águas’, de autoria de Jorge Lins, um dos mais consagrados dramaturgos do Nordeste, é justamente um texto de teatro que fala sobre o eterno conflito entre o progresso e as tradições. A história se passa dentro de uma longínqua comunidade onde as pessoas vivem afastadas e sofrendo com a especulação imobiliária. O personagem central do texto é Antenor, um velho contador de histórias e que guarda em sua residência peças culturais relevantes. No entanto, sofre com a tentativa de destruição de seu lar, mas resiste até o último instante. Isso porque as sete águas banham e protegem as tradições culturais.

O livro ‘Mergulho’, da categoria Romance, é uma breve novela dramática muito bem escrita pelo professor universitário, músico e doutor em Letras, Luiz Eduardo Oliveira. O texto narra a saga de um jovem sergipano que nos anos 1980 se aventura numa cidade grande, vive todos os sonhos e pesadelos possíveis, mas acaba voltando à sua terra natal. Aqui os conflitos se intensificam e ele sente que precisa, cada vez mais, mergulhar para sobreviver, fugir dos seus medos e alcançar o seu auge. Uma narrativa eletrizante que se confunde com a vida de muitos jovens da época.

A biografia ‘Cleomar Brandi, a vida inteira’ retrata em detalhes a vida de um dos mais icônicos jornalistas que já atuaram em Sergipe e na Bahia. Escrito pelo jornalista e mestre em Comunicação, Gilson Sousa, o livro é recheado de boas histórias de mesa de bar, redações de jornais, TVs e rádio, além das peripécias da vida amorosa de Cleomar. Falecido há exatamente 10 anos, em 2011, o baiano de Ipiaú, que era cadeirante e extremamente ativo em tudo o que fazia, ficou famoso por formar uma legião de amigos e admiradores e no final da vida escreveu uma crônica de despedida, A última saideira, informando a todos que após o seu sepultamento podiam ir para um bar na Coroa do Meio encher a cara porque a conta já estava paga. E tava mesmo.

Todos os livros foram publicados através de edital de concorrência pública da Lei Aldir Blanc, através da Funcap e Governo de Sergipe.

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