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Moinho do Grupo Maratá vai gerar 100 empregos diretos em São Cristóvão; governador visitou a obra hoje

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Em maio de 2022, está prevista a entrada em operação do moinho do Grupo Maratá, para moagem de trigo e derivados, e está sendo construído no município de São Cristóvão. Quando estiver em funcionamento, a unidade deve gerar 100 empregos  diretos e muito indiretos, nos cálculos do diretor geral do grupo, Frank Reis. O investimento é de R$ 200 milhões e foi contemplado pelo Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) e incentivos fiscais, através da redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

As obras tiveram início em março de 2021, com a terraplanagem. “Estamos bem adiantados com as fundações, começamos a erguer o prédio na semana passada. A previsão é a gente estar com essa obra pronta em maio de 2022, com entrada em operação no final de maio”, garantiu Frank Reis.

Ainda segundo Frank, os produtos gerados no local atenderão outras indústrias do Nordeste. “Nós vamos produzir aqui farinha de trigo e também parte de ração animal. Vamos produzir todo tipo de farinha para atender indústrias de massas de pães e bolos, todo segmento que usa farinha de trigo. Aqui vai atender, também, nossa indústria de macarrão instantâneo, além das indústrias da região do Nordeste”.

O Grupo Maratá, genuinamente sergipano, existe há mais de 50 anos no mercado e atua nos segmentos de alimentos; agronegócios (pecuária e citricultura); descartáveis; embalagens plásticas; construção civil e exportação, dentre outros. A empresa é detentora de oito unidades industriais nos municípios de Itaporanga D’Ajuda, Estância e Lagarto, exportando seus produtos para países como Colômbia, Holanda, França, Inglaterra, Itália, Alemanha, Espanha, Áustria, Ucrânia, Turquia e Israel.

O moinho está sendo erguido em uma área de 100 mil m² concedida pela Prefeitura de São Cristóvão. A concessão do terreno se deu no âmbito do Programa de Desenvolvimento Econômico de São Cristóvão (Prodesc), iniciativa constituída sob os moldes do PSDI, após entendimentos com o Governo do Estado. Por meio do PSDI, a administração estadual oferece apoio locacional e/ou fiscal a empresas que busquem instalação ou modernização nos limites do território sergipano.

Visita

Belivaldo Chagas: “Mais um empreendimento que vai gerar renda e emprego”

Hoje (30), o governador Belivaldo Chagas, acompanhado de secretários, visitou o canteiro de obras. “Mais um empreendimento que vai gerar renda e emprego, mais um empreendimento que se instala em Sergipe. Convém ressaltar que esse empreendimento é genuinamente sergipano, grupo de Sergipe que investe em torno de R$200 milhões para atuar numa área que é extremamente importante não só para Sergipe, mas para o Nordeste e para o Brasil. É Sergipe dando exemplo ao mundo, portanto, eu fico muito feliz de vir aqui visitar essa obra que conta sim, com o apoio do Governo do Estado porque o PSDI existe para isso. Posso dizer que essa é uma obra que vai se tornar mais um cartão de visita para o estado de Sergipe”, pontuou o governador.

As tratativas junto ao Governo do Estado para implantação do moinho foram iniciadas há mais de um ano, com suporte técnico da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise). O início das atividades, anteriormente estimado para 2020, foi adiado em função da pandemia.

O superintendente da Sedetec, Marcelo Menezes, explica que PSDI, desenvolvido pelo governo de Sergipe, estimula os investimentos e colabora com a competividade nos mercados. “Na medida em que você tem uma redução da carga tributária, o projeto passa a ter uma condição de competitividade dentro do estado e também escoamento da produção para outros estados do Nordeste. Esse programa já existe há algum tempo e tem sido decisivo na escolha das empresas virem se implantar em Sergipe”, reforçou.

Na oportunidade, o diretor-geral do Grupo destacou o papel do governo do Estado como fator determinante para instalação do novo projeto. “Sergipe deu todo o suporte para a gente instalar a unidade em qualquer município que a gente quisesse. Todo o suporte da Sedetec foi nos dado e a gente, a princípio, tinha uma outra localização, mas acabamos escolhendo essa aqui pelo fato de estar na BR 101, próximo à capital e, também, num eixo muito fácil de transporte, logística.  Sem isso, não era viável implantar essa operação aqui, até porque, hoje, nossos concorrentes instalados em outros estados da federação, dispõem de apoio dos seus estados locais e o estado de Sergipe não mediu esforços para que esse moinho ficasse aqui. Então, o empenho do Governo foi que esse empreendimento fosse realizado no estado de Sergipe”.

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Antônio Carlos Garcia

CEO do Só Sergipe

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