O escritor e globetrotter Luiz Thadeu e General Moura Barreto, em Brasília
Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)
Fazia dias que não nos falávamos. Ele fez um Cruzeiro pelo mundo. Em navios a internet é cara e muitas vezes ruim. Nos desembarques, nos portos ao longo do percurso, sempre me enviava uma mensagem. Carinho e gentileza de amigo atencioso. Quando meu amigo chegou em casa, em Brasília, me ligou e conversamos longamente, atualizando os assuntos.
Tenho o privilégio e a bênção de atrair pessoas boas, bom coração, compromissadas em fazer o bem. Pessoas leves, que educaram o olhar para o belo, que não se deixam abater pelas adversidades. Pessoas que prestam atenção no outro.
Os ruins de coração, os ímpios, os malfeitores, os reclamões não se criam comigo. Não tenho tempo e nem saco para conviver com os que fazem de cada solução um problema. Não! Otimizo o meu precioso tempo com as boas coisas da vida, incluído, principalmente, pessoas boas, de boa energia. Enfim, de bem com a vida.
Um dos meus slogans de vida, que faço questão de repetir em voz alta para internalizar é: “Ter problema na vida é inevitável, deixar-se abater por eles é opcional”. Optei por não reclamar de questiúnculas. Acredito que isso me faz ver o mundo com olhos mais doces. Aprendi que reclamar é clamar duas vezes.
O amigo Luiz Henrique, me ligou na manhã de sábado, 11/11, me disse que estava se curando de uma broncopneumonia, fruto de uma teimosia em tomar líquidos extremamente gelados. De conversa franca e fácil, regada a muitas risadas, me falou de sua nova paixão. Sair todas as terças e quintas-feiras de sua zona de conforto, sua casa, em Brasília, e dirigindo o carro emprestado por sua companheira de jornada, para ir até o HMAB, Hospital Militar de Área de Brasília, para um trabalho voluntário. Está radiante com a possibilidade de ajudar o próximo. Alguém já disse que “paredes dos hospitais ouvem mais clamores do que igrejas”. Verdade, passei longas jornadas nos hospitais, em tratamento de minha perna esquerda, por causa de um acidente de carro, e sei que as paredes dos hospitais são Muros de Lamentações dos que procuram alento para aplacar as dores da carne e da alma.
Seu Luiz, como está sendo chamado, despido dos galardões e patentes, encontrou um novo ofício – escutador de almas. Como bem lhe falei em nossa longa conversa no sábado, ele não fez curso de oratória, mas de escutatória. Nasceu com o dom e a sensibilidade para ouvir. Ouvir o outro é uma arte que poucos desenvolvem. Somos faladores, quase nunca escutadores.
“A arte de amar e a arte de ouvir estão intimamente ligadas”, escreveu o escritor e filósofo Rubem Alves. Em um mundo cada vez mais acelerado, onde tudo tem preço e nada tem valor, ouvir o outro é somente para os iluminados.
Ao deixar para trás o HMAB, após sua sessão de escuta, meu amigo Luiz vai em êxtase, mesmo com tantos problemas por ele ouvido. Disse-me que falta uma corda para impedir que flutue.
Bem-aventurados os que têm um amigo como esse baiano, de bem com vida, garoto aos 79 anos de vida, general reformado do Exército brasileiro, sorriso frouxo, emotivo – me pediu licença para chorar algumas vezes em nossa conversa telefônica.
Como o mundo seria melhor e justo se tivesse mais homens como o meu amigo Luiz Henrique Moura Barreto. Que Deus o guarde, ilumine e proteja sempre. O mundo agradece pelo senhor existir.
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