Economia Herética

O PT governa melhor o Brasil: evidências do crescimento econômico

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Por Emerson Sousa (*)

 

Desde o primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique, iniciado em janeiro de 1995, até o fim de 2024, com Lula da Silva em seu terceiro mandato, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 98,1% em termos reais, segundo dados do Banco Central.

Isso significa que, em se retirando os efeitos da inflação — ou deflacionando os valores, como dizem os economistas —, a economia brasileira cresceu a uma taxa média de 2,3% ao ano nesse período.

Em termos práticos, isso quer dizer que, a valores corrigidos para 2024, nos últimos 30 anos, o PIB do país recebeu um incremento de R$ 5,8 trilhões, algo similar ao atual Produto da Suíça.

Desse total, um volume de R$ 2,15 trilhões foram agregados por mandatos presidenciais Não-Petistas (FHC — 1995/2002, Temer — 2017/2018 e Bolsonaro — 2019/2022), ao passo que outros R$ 3,66 trilhões foram agregados por governos Petistas (Lula — 2003/2010 e 2023/2025 e Dilma — 2011/2016).

Como se vê, em três décadas, as forças políticas Não-Petistas conduziram o país por 14 anos e responderam por 37% do aumento da produção brasileira.

Já os Petistas, que assumiram o Brasil por 16 anos, são responsáveis por 63% dessa mesma expansão.

Sim, está bem claro: a economia brasileira cresce mais quando o Partido dos Trabalhadores (PT) governa a nação.

Nesses três decênios, os gabinetes FHC, Temer e Bolsonaro somaram ao Produto do Brasil uma África do Sul. Por sua vez, Lula e Dilma acrescentaram uma Bélgica à economia nacional.

E olhe que entra nessa conta o baque ocorrido entre 2014 e 2016, quando o PIB brasileiro recuou 6,7% em valores reais.

A despeito disso, saiba que, entre Parreira e Dorival Jr., no cargo de técnico da Seleção Brasileira de Futebol masculino, o nosso Produto Interno Bruto aumentou 98%.

Só que esse agregado macroeconômico se comportou diferente de quando a “faixa presidencial” estava nos ombros de alguém do PT para quando esse alguém era de outro partido.

De 2003 a 2016 e no biênio 2023/2024, quando o PT se assentava na Presidência da República, o PIB tupiniquim acumulou uma expansão da ordem de 50% ao todo.

Já entre 1995 e 2002 e de 2017 a 2022, quando o mandatário de plantão era de outros agrupamentos políticos, essa oscilação foi de 32% para esses interregnos.

E não se esqueça de que, desde o Plano Real, o PIB cresce a uma taxa deflacionada média de 2,3% ao ano.

Contudo, nos anos de governo Petista, esse índice é acelerado numa proporção de 2,6% ao ano, ao passo que, nos anos Não-Petistas, essa progressão decai para 2,0% anuais.

Para você ter uma ideia do quão isso é eloquente, segue uma pequena ilustração.

Antes, porém, é preciso registrar que o PIB brasileiro, em 2024, foi estimado em R$ 11,7 trilhões.

Agora, observe o quanto os pequenos percentuais aqui citados fazem uma grande diferença.

Se, nos anos de 1995 a 2024, o Brasil tivesse crescido a uma taxa de 2,0% ao ano, como o fez nas administrações Não-Petistas, o Produto Interno Bruto estaria hoje em R$ 10,7 trilhões.

Por sua vez, se ele tivesse avançado a uma proporção de 2,6% anuais, como ocorreu na média dos governos Petistas, esse mesmo montante estaria em R$ 12,7 trilhões, na mesma data.

Basicamente, os governos Petistas agregariam R$ 1 trilhão ao nosso PIB, enquanto os Não-Petistas retirariam R$ 1 trilhão desse montante.

Isso indica que, quando o assunto é crescimento econômico, as políticas econômicas Petistas são 18,3% mais eficientes do que as dos seus antagonistas.

Alguém pode até alegar que essas trajetórias são reflexos dos eventos mundiais, tais como guerras e pandemias, mas, mesmo assim, o PT se mostra mais efetivo do que suas alternativas.

De 1994 para cá, a economia mundial sofreu dois grandes solavancos: a Crise do Sub-Prime, (2009), durante o Governo Lula 2, e a crise sanitária causada pelo vírus SARS-CoV2 (2020), no decorrer do mandato Bolsonaro.

Por conta da primeira, segundo dados do Banco Mundial, baseados em dólares deflacionados, no ano de 2009, a economia mundial sofreu um recuo de 1,3% e, por causa da segunda, no de 2020, a retração foi de 2,9%.

Contudo, na recessão de 2009, sob a batuta do Presidente Lula, o recuo da economia brasileira foi de 0,6% — uma queda inferior ao retrocesso mundial —, ao passo em que, em 2020, sob o jugo do Sr. Bolsonaro, o retrocesso produtivo do país foi de 1,3%, bem acima do resultado global.

Em suma, com Lula, a queda da economia brasileira ficou 53,4% abaixo da queda mundial e, com Bolsonaro, o nosso declínio produtivo foi quase 15% maior do que o visto no planeta.

E esse exemplo reforça o argumento de que, sob o prisma da evolução do produto, a condução econômica Petista é mais potente do que a Não-Petista.

Logo, não há muito mais a se dizer, pois é óbvio que, nesse ponto, o Partido dos Trabalhadores (PT) mostra estar acima das suas alternativas eleitoralmente viáveis.

Afinal, quando o assunto é crescimento econômico, os números mostram que o PT governa melhor o Brasil.

 

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Emerson Sousa

Doutor em Administração pelo NPGA/UFBA e mestre em Economia pelo NUPEC/UFS

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