Negócios

Universo Geek vira oportunidade para empreendimentos que abraçam a cultura pop

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(*) Paulo César Santana

O interesse, entusiasmo e, até mesmo, a paixão por referências e signos da cultura pop são os sentimentos que movem o público nerd, ou geek no termo da língua inglesa, em todo o mundo. Este universo que envolve games, séries, filmes, livros, HQs, desenhos animados, etc, costuma ser acompanhado de perto por fãs aficionados que não medem esforços ou poupam na hora de comprar itens para colecionar ou  presentear.

Kratos

Foi com isso em mente que há cerca de 2 anos o empresário e dono da Magic Land, Renan

Sandes, resolveu expandir o negócio, inicialmente voltado aos presentes criativos, para o universo geek. De lá pra cá, o empreendimento vem conquistando clientes de todas as idades e apostando num tipo de mercado que tem, cada vez mais, se consolidado no país. “Percebi que havia uma demanda grande aqui, muito pelo fato de que esses produtos só eram conseguidos de outros lugares e o frete, infelizmente, não favorece o Nordeste”, pontuou o proprietário.

Para quem embarca também nas vendas online, a plataforma de comércio eletrônico do Brasil, Rakuten Digital Commerce, divulgou um estudo com o perfil de consumo dos nerds e admiradores da cultura pop, entre maio de 2018 a abril do ano passado. Como resultado, a pesquisa constatou que o ticket de compra entre este público é superior em 40% da média nacional, representando um comparativo de R$ 548 contra R$ 329.

Nos últimos tempos, fatores como o avanço no desenvolvimento de jogos eletrônicos, a popularização de serviços de streaming como a Netflix, HBO GO e a Amazon Prime, entre outros, têm incrementado o potencial desse tipo de empreitada. Contudo, há ainda espaço para nostalgia, a partir de produtos derivados de filmes, séries e outros conteúdos populares, principalmente, nos anos 80, 90 e início dos anos 2000.

Manopla do Infinito

“Hoje, nosso público ainda é formado por maioria jovem, entre 18 e 35 anos, mas o pessoal mais adulto tem trazido os filhos e comprado também, especialmente, itens que ativam a nostalgia. São vendidos objetos de decoração, camisas, almofadas, capacho, canecas, quadros, placas decorativas, enfim, uma gama de produtos, inclusive, pra quem não é geek também. Além da loja física, investimos nas vendas pelo Instagram e WhatsApp, com a opção de pagamento online”, ressaltou Renan.

Levando-se em consideração os hábitos e gostos desse público, algumas recomendações para quem pensa em entrar no ramo, se seguidas, podem assegurar o sucesso das vendas. Entre elas,  estão a necessidade de imersão no mundo geek para saber o que oferecer a cada perfil de consumidor; diversificar os tipos de produtos; disponibilizar itens que atraiam clientes pelo sentimento nostálgico ou, ainda, apostar em promoções temáticas como ‘semana dos games’, ‘mês do Halloween’, ‘quinzena das séries’, entre outras ideias.

(*) Estagiário sob orientação do jornalista Antônio Carlos Garcia

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